Corrida de Aventura INSANA! – Brasília Outdoor Adventure

Confira como foi a experiência na primeira corrida de aventura da minha vida. Uma coisa posso adiantar: foi inesquecível!

SOBRE A CORRIDA
Trocando em miúdos é uma corrida que envolve várias modalidades com o efeito surpresa!
No caso da Brasília Outdoor Adventure, ela envolveu corrida em trilha, trekking, mountain bike, rapel e canoagem, tudo de forma orientada mediante mapa e bússola. Ou seja, o tempo inteiro você deve saber onde está para não ficar perdido no fim do mundo rs
Para saber mais sobre a corrida, acesse:
Vídeo promocional no canal do Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=vvpum0-aK3g
Facebook: https://www.facebook.com/BrasiliaOutdoorAdventure/
Instagram: https://www.instagram.com/brasilia.outdoor.adventure

A competição foi no dia 11 de Julho partindo do Centro de Convenções Israel Pinheiro, margeando o Lago Paranoá e passando pela Ponte JK.

Houve dois percursos:
– Circuito SHORT – 20 km
– Circuito PRO – 60 km

Como sou iniciante no esporte, me inscrevi na SHORT com minha dupla querida, a Edna Furtado.
A escolha da companhia é fundamental pois a prova nos exige muito do corpo e da mente.

RELATO PESSOAL por Ju Trekker

Após uma noite de preparo e indo dormir 1h da manhã por conta do estudo dos mapas, eu e Edna acordamos às 4h30 para nos organizarmos e irmos a prova sem atrasos. Porém, quem disse que o transbike ajudava? Ficamos vários minutos tentando colocar o jovem no carro e mesmo assim saímos de casa com ele capenga.
Chegamos no local de entrega das bikes ofegantes e preocupadas com o horário. A largada da nossa categoria seria às 7h15.

Preparação para a prova \o/ Edna e eu.

Deu certo! Terminamos de organizar as mochilas, peguei o spot para fazer o rastreamento durante a prova (o qual seria utilizado pela família da Edna depois pois estávamos demorando demais para chegar haha), dei beijo e abraço no mundo inteiro e encontrei minha galera do Trekking Brasília. Ficamos ansiosos esperando a largada. No nosso grupo tinha gente estreante na prova correndo sozinho! Dá-lhe sangue nos olhos hehe

Preparação e fim da prova. Eu, Rafael Lapa, Edna e o restante da galera do Trekking Brasília \o/

LARGADA! Eu, atrapalhada e ansiosa, deixei o mapa cair. Todo mundo ficou me gritando e conseguiram me entregar finalmente. Ótimo! Lá vai eu perder posição por conta de desatenção.
O primeiro trecho era uma corrida em trilha passando por muito galho. Quem largou na frente teve vantagem, já que era single track (estilo fila indiana). Passado esse trecho, entramos no asfalto mas já estávamos muito ofegantes. Resolvemos caminhar rápido até o trecho de caiaque. De lá começamos a “canoar” e nunca vi tanta falta de sincronia da nossa parte. Cadê o treinamento que não fiz dessa modalidade, hein? Tem que melhorar isso aí rs Depois do desafio no caiaque, finalmente passamos pela área de transição e conseguimos iniciar o trekking.

Corrida e trekking. PC e mapa.

Os PC’s (pontos de controle que devem ser registrados durante a prova), estavam como ninho de rato na minha concepção. Comecei a me perder muito fácil e só depois do PC 4  consegui me orientar. O mais legal foi encontrar uma galera que também estava desorientada e todos se ajudavam. No perrengue a união sempre salva! E foi nesse momento que conheci um casal muito bacana que nos ajudou bastante. Até corremos juntos por um tempo.

Passada essa fase, fomos para a próxima área de transição pegar adivinha o que? OS MALDITOS CAIAQUES! haha Eu já estava com raiva pois não tinha treinado o suficiente e parecia que a remada não rendia. Esse segundo trecho foi mais chato ainda pois estávamos contra o vento e o caiaque ficava girando o tempo inteiro. Parecíamos duas baratas tontas no meio do Lago Paranoá.

Trecho de caiaque. Acima estão os queridos Renally e Rapha Lapa do Trekking Brasília xD

Vencida essa etapa, era chegada a hora do rapel. Edna permaneceu no solo enquanto eu me aventurava nas alturas. Seria a única oportunidade que eu teria de fazer rapel na ponte JK então aproveitei bem. 🙂 Logo após, subi o barranco da ponte e fui pegar a bike na próxima área de transição  (QI 26 do Lago Sul). Correria!
Chegando lá, saímos pedalando pelo asfalto. Nunca fui boa em pedal, então passei perrengue nas subidas, e mais ainda nas trilhas. Insegurança e medo me fizeram empurrar a bicicleta em diversos momentos, o que atrasou demais. Em um momento pegamos a entrada errada e pegamos uma trilha que dava num córrego super estranho. Claro que aproveitei para comer. Morta de fome – já era meio dia num calor de rachar..pense! Vimos que estávamos errados e retornamos para pegar a entrada correta. A essa altura já havíamos feito mais uma amizade na corrida – quero os meus vídeos da GoPro, Daniel! haha \o/

Minha parceira foi mais forte e em diversos momentos ficava à dianteira. Porém isso atrapalhou algumas vezes.  Após um princípio de stress, voltamos a prova já na reta final, pegando os últimos PC’s nas trilhas de bike (eram 21 no total). No PC 20 passamos batido – não conseguíamos achar a entrada para pegar a trilha DE JEITO NENHUM. Nisso um casal estava na frente e resolveram dar a volta enquanto a gente insistia no erro de procurar a trilha no mato fechado. Por fim resolvemos fazer o mesmo e lá vamos nós pegar a trilha por trás. Só que era trilha de bike ainda. Cometi um erro de interpretação do mapa e falei para a Edna que o PC estava próximo. Não estava! Mas conseguimos pegar o jovem. Ufa!

Finalmente montamos na bike para a reta final. O coração pulsava. Adrenalina pura. Chegamos à estrada que dá para o Centro de Convenções Israel Pinheiro e lá pegamos o último PC que faltava. Aceleramos a bike. Percebi que a minha bike não era boa. A JOVEM NÃO FREAVA! haha Tive que frear “brecando” o tempo inteiro com os pés para não cair com a cara no chão =O

Visualizamos a chegada. Emoção total. Já fazia 5 horas que largamos. Suor, cansaço e superação. Eu pensei que nunca iria conseguir terminar. Meu condicionamento físico já não é o mesmo de antes e minha resistência estava baixa. Quando me aproximei do final vi minha mãe segurando o cartaz ” Bem vindas, Jussiara e Edna” (meu nome é Jussiara, prazer haha).  Chorei igual criança ao me aproximar e COMPLETEI A BENDITA PROVA EM QUINTO LUGAR! haha \o/ (Mamis, te amo! <3)
Olha que louco isso! Corrida de aventura é realmente muito imprevisível. Várias outras duplas tiveram perrengues semelhantes, porém completaram mesmo assim.

Mamãe sendo fofa como sempre <3 Eu e Edna 😀 Mochila Insaaana \o/

Recomendo fortemente o esporte e estou confirmada para a prova de 2018. Dessa vez quero o pódio \o/ Uhull \o/ Prometi para mim mesma que iria tomar vergonha na cara e treinar. A primeira vez é só para sentir o gostinho hehe

POR QUE PARTICIPAR DA CORRIDA DE AVENTURA?
No meu caso especificamente é pela superação pessoal. Já me disseram várias vezes que eu não conseguiria realizar algumas coisas que coloquei como meta. Minha teimosia não me deixa desistir. Participar de uma prova que demanda organização, treino e controle emocional é ótimo para o desenvolvimento de várias áreas de nossas vidas. <3
No caso do trekking, especificamente, é uma forma de manter-se constantemente motivado a treinar. Para quem caminha constantemente, o corpo e a mente precisam estar condicionados. Como a prova lida com esforço físico, treinar para ela significa se preparar para todo o resto \o/
O esporte nunca é um só (talvez seja esse meu problema com foco – quero todos haha)
Além disso, é divertido demais! Uma verdadeira confraternização para quem curte a vida outdoor. 😀

Marquinho do Cerrado Adventure – Programa na Transamérica; Dudu Veiga – Don Ricardo Beer Bike; Pedro Lavinas – organizador da prova; Lico – Vice campeão da prova no percurso Pro \o/

Se você ainda não entrou nesse mundo, não sabe o que está perdendo. Tenho certeza que após sua primeira BOA não vai querer saber de outra coisa. Eita prova que dá tesão! 😀

*Fotos profissionais: Studio NJ e Diana Nishimura/Canuí Canoagem

Espero que tenha gostado do relato.

Não deixe de curtir a nossa página no Facebook e nos seguir no Instagram.

Com emoção, 
Ju Trekker!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *